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terça-feira, 25 de novembro de 2008

VIOLÊNCIA EM DEBATE


Países reúnem-se para discutir
abuso sexual contra criança
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Representantes dos governos de 137 países dos cinco continentes, empresários e cerca de 300 adolescentes de diversas nacionalidades se reúnem a partir de hoje (25) no Rio de Janeiro, no 3o Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Até o dia 28, eles vão debater temas como o combate à pedofilia pela internet e o turismo sexual envolvendo crianças e adolescentes.

De acordo com a subsecretária nacional de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, a idéia é envolver governos, empresários e a sociedade civil em um grande pacto de enfrentamento desse tipo de violência.

“Vamos discutir novas estratégias. Alguns desses fenômenos requerem um acordo transnacional e envolvem acordos entre diversos segmentos estratégicos. Por isso, estamos trazendo empresários, como, por exemplo, os provedores de internet, da área de transporte, de turismo, das empresas de comunicação. Então, é um grande pacto social que esperamos ter como resultado desse encontro aqui no Rio de Janeiro”, disse.

Essa é a primeira vez que congresso é realizado em um país americano. As edições anteriores ocorreram na Suécia, em 1996, e no Japão, em 2001.

FONTE Agência Brasil

domingo, 19 de outubro de 2008

AMEAÇAS DA CRISE AO CONSUMO



Varejo e indústria discutem
os repasses da alta do dólar

Varejo e indústria discutem alternativas para destravar as negociações de preços das mercadorias afetadas pela alta do dólar.

Alguns fabricantes de bens de consumo já trabalham com tabelas que embutem aumentos de 2% a 15%, dependendo do produto, mas o varejo resiste aos reajustes.

Para assegurar os negócios, uma prática que começa a ser adotada é condicionar o valor do aumento à evolução futura da taxa de câmbio.

De acordo com Nabil Sayon, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping Centers (Alshop), as varejistas estão incluindo nos contratos com as indústrias uma cláusula de "rebate" para se proteger. Nesses casos, o fornecedor devolverá a diferença de preços ao lojista caso a taxa de câmbio recue no futuro.

Reproduzido de Valor Econômico

terça-feira, 14 de outubro de 2008

SARAMAGO ATACA A ESQUERDA MUNDIAL



Onde está a esquerda?

POR JOSÉ SARAMAGO

Vai para três ou quatro anos, numa entrevista a um jornal sul-americano, creio que argentino, saiu-me na sucessão das perguntas e respostas uma declaração que depois imaginei iria causar agitação, debate, escândalo (a este ponto chegava a minha ingenuidade), começando pelas hostes locais da esquerda e logo, quem sabe, como uma onda que em círculos se expandisse, nos meios internacionais, fossem eles políticos, sindicais ou culturais que da dita esquerda são tributários. Em toda a sua crueza, não recuando perante a própria obscenidade, a frase, pontualmente reproduzida pelo jornal, foi a seguinte: “A esquerda não tem nem uma puta ideia do mundo em que vive”. À minha intenção, deliberadamente provocadora, a esquerda, assim interpelada, respondeu com o mais gélido dos silêncios. Nenhum partido comunista, por exemplo, a principiar por aquele de que sou membro, saiu à estacada para rebater ou simplesmente argumentar sobre a propriedade ou a falta de propriedade das palavras que proferi.

Nada de nada, silêncio total, como se nos túmulos ideológicos onde se refugiaram nada mais houvesse que pó e aranhas, quando muito um osso arcaico que já nem para relíquia servia. Durante alguns dias senti-me excluído da sociedade humana como se fosse um pestífero, vítima de uma espécie de cirrose mental que já não dissesse coisa com coisa.

O tempo foi passando, passando, a situação do mundo complicando-se cada vez mais, e a esquerda, impávida, continuava a desempenhar os papéis que, no poder ou na oposição, lhes haviam sido distribuídos. Eu, que entretanto tinha feito outra descoberta, a de que Marx nunca havia tido tanta razão como hoje, imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso. Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?” Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.

Transcrição resumida da Agência Carta Maior. Texto completo AQUI.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

AGENDA AMBIENTAL


Europa, África, América Latina:
agenda para a sustentabilidade


POR WALTER GALVÃO

O Centro de Informação Européia Jacques Delors destaca, no site em que divulga a agenda com todos os continentes, duas questões cruciais da atualidade: fontes de energia e alterações climáticas.

As expectativas que a agenda contempla: como manter padrões estáveis nas duas áreas; como produzir alternativas para o incremento da produtividade geral das economias; a partir de que parâmetros é possível consolidar matrizes energéticas de sucesso; encaminhamento, promoção, difusão de técnicas e táticas para prevenir frustrações de safras; mobilização social para planejar a cultura frente aos colapsos cíclicos da natureza.

Temas como sustentabilidade e poupança energética para a qualidade de vida no cotidiano de todas as populações integram esta agenda que expressa necessidades do Nordeste brasileiro, da Manhattan dos migrantes, de Angola agora, de todos os quadrantes planetários.

A especificidade da agenda, quanto ao foco na África e na América Latina: biocombustíveis. É isso. Espaços, tecnologia, mercado, recursos para a produção. Trepidações na matriz energética: o que fazer para evitar um possível labirinto de apagões sucessivos, justapostos, sistêmicos, interligados.


Veja AQUI as questões mais freqüentes presentes ao debate globalizado sobre fontes de energia e alterações climáticas.
Imagem: Por-do-Sol em Manhattan by Google Images

terça-feira, 7 de outubro de 2008

MUNDO IBÉRICO E GLOBALIZAÇÃO


Una nación cultural única´

Felipe González y William Ospina dialogan sobre el gran valor iberoamericano

JAVIER LAFUENTE - Madrid - 07/10/2008

Es posible que la política y la economía hayan conseguido alejar a España de América Latina, o viceversa, durante los últimos 200 años. De ahí que el escritor colombiano William Ospina sostenga que sólo a través de la cultura se puede romper esa división. "Así somos una nación y no 20; es nuestra riqueza continental", remarcó ayer durante la presentación en Madrid del Festival VivAmérica junto al ex presidente español Felipe González y a la secretaria de Estado para Iberoamérica, Trinidad Jiménez.

Para González, la cultura es "la única dimensión de potencia global" que une a España con los países iberoamericanos. El poeta colombiano, defensor de América Latina como el epicentro de la primera gran globalización, dijo que, hace dos siglos, los líderes de la independencia no se esforzaron tanto por romper con Europa, sino por "romper con una España no suficientemente moderna ni europea". Ahora, 200 años después, el desafío interno de la región y su relación con España "no pasa por ser idénticos: hay que dialogar".

"Allí empezó la globalización", insistió Ospina. La razón: la región posee elementos de muchas culturas de diversas partes del mundo que, con el tiempo, lograron arraigarse y formar una común. "No basta una invasión militar, una conquista, para que una lengua se arraigue y se convierta en algo más íntima", matizó el ensayista. He ahí la gran riqueza continental de la cultura iberoamericana. "Aunque a [Jorge Luis] Borges se la acusara de ser muy europeo, en realidad es muy latinoamericano, muy argentino; lo que ocurre es que Argentina es el país de los emigrantes".

El bicentenario de la independencia que varios países celebran entre 2008 y 2010 fue el motivo del encuentro que mantuvieron Ospina y González y que lanzó el Festival VivAmérica, que se celebra esta semana con más de 250 actividades culturales en Madrid, Bogotá y Tenerife.

Reproduzido de El País 7 10 08

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CRISE: O PROTAGONISMO JAPONÊS


BoJ fornece
US$ 11,322 bilhões
em nova injeção


SÃO PAULO, 1 de outubro de 2008 - O Banco do Japão (BoJ, central) realizou hoje nova injeção de capital, avaliada em 1,2 trilhão de ienes (US$ 11,322 bilhões), com o objetivo de acalmar a situação nos mercados financeiros, de acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Kyodo.

Com esta última injeção, o BoJ completou 11 dias consecutivos de provisões milionárias de emergência para prevenir, a curto prazo, um aumento excessivo das taxas de juros interbancários.

A liquidez total que o banco central proveu ao sistema financeiro chegou a 22,3 trilhões de ienes desde a quebra, no último dia 15 de setembro, do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers.

(Reprodução do Jornal do Brasil com agências internacionais - InvestNews. Imagem: Bolsa de Valores de Toquio/Google)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

DESAFIOS BRASILEIROS


Muitos problemas barram pleno desenvolvimento

POR WALTER GALVÃO

O presidente Lula bateu forte na política global de desenvolvimento durante reunião da ONU esta semana. A crise financeira deflagrada desde os EUA foi a chave para um pronunciamento em que a autoridade brasileira cobrou mais responsabilidade dos governantes dos países ricos para manter um cenário de equilíbrio. O impacto de crises como essa das hipotecas se derrama sobre a estabilidade conquistada a duras penas pelas economias em desenvolvimento.

O discurso crítico do brasileiro expressa confiança fruto de patamar de desenvolvimento nacional que capacita o país a protagonizar uma vanguarda continental na cobrança de soluções de problemas mundiais a quem pode realmente resolvê-los.

Mas tal situação confortável não nos habilita, entretanto, a minimizar a gravidade da situação ainda encontrável no cotidiano nacional no que diz respeito à superação de pontos críticos que continuarão, em persistindo, a emperrar uma decolagem satisfatória da nossa economia rumo ao céu estável da participação nas instâncias de decisão diplomáticas e do mercado mundial.

Os principais atoleiros em que patina a máquina vigorosa do nosso desenvolvimento: os brasileiros trabalham mais de cinco meses por ano para pagar impostos; 46% dos jovens brasileiros vivem em situação de pobreza; o analfabetismo entre jovens e adultos persiste num patamar acima de 12%; homens e mulheres do país passam mais de 11 anos doentes num contexto de expectativa de vida que chega aos 70 anos.

Estes focos de estrangulamento da vida dos brasileiros revelam a dimensão de um processo histórico de reprodução da pobreza que permanece deitado no berço esplêndido da concentração de renda. As reformas havidas no gestão do Estado e na legislação que regula a economia foram até agora insuficientes para suplantar a armadilha histórica do conflito distributivo. Mas o país está com a faca e o pão na mão pra fazer o sanduiche do espetáculo do crescimento prometido: o queijo do sucesso será fabricado a partir da mobilização crítica das forças sociais organizadas. Desenvolvimento é coisa séria demais pra ficar apenas nas mão do governo federal.